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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

0 Sexo com amor: um prazer que transcende

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É noite num badalado bar da cidade. Olhares  se cruzam, sorrisos, danças, beijos, "amassos", sexo casual e... prazer? O que dizer, então, da sensação de vazio referida por tantos que vivenciam a experiência do sexo sem afeto? Da vontade de sair de junto dele(a) logo após o orgasmo? Daquele sentimento de estranheza que muitas vezes invade o peito ao se perceber ao lado de alguém tão desconhecido numa situação de tanta intimidade como é o sexo?

Durante a repressão sexual, amor e sexo não caminhavam juntos. Nos anos 60, surgiu a tão falada revolução sexual, e o mesmo passou a ser liberado. A "moda" era não se reprimir. Quanto mais "experiências" sexuais, melhor. O que interessava era a quantidade e não a qualidade das relações. E o sexo continuou desvinculado do amor.

Hoje estamos vivendo a era da aids, do sexo virtual, do sexo casual. Infelizmente a banalização do mesmo é uma realidade. A preocupação  com o desempenho é grande e as pessoas buscam desesperadamente ser e provar que são "boas  de cama". Mas o que é ser "bom de cama"? É sempre ter orgasmos múltiplos? É nunca ter tido uma falha na ereção? Ou é estar inteiro(a) na relação, sentindo a plenitude do prazer e do amor?

Infelizmente ainda está registrado no inconsciente de algumas pessoas que sexo e  amor não combinam. Diante de tudo isso, como fica o afeto, o carinho e o amor no sexo de hoje? O medo da entrega é frequente. Devido a traumas, muitas pessoas têm medo de se apaixonar, amar e sofrer. Desenvolvendo, dessa forma, o medo da intimidade afetiva. Outro aspecto a ser ressaltado é que, de modo geral, as pessoas limitam o prazer aos órgãos genitais. Esquecendo de descobrir e se deixar descobrir pelo toque suave e sensual no corpo inteiro. Daí a visão genitalizada do mesmo.

Sabemos que sexo é um instinto e, como tal, pode até mesmo ser praticado apenas pelo prazer efêmero. No entanto o mesmo assume um prazer que transcende o corpo e chega até ao coração e a alma quando vivido com afeto e com amor. Cabe a cada um descobrir e decidir o que deseja para si. O ser humano muito tem a aprender a respeito de sua própria sexualidade para ter uma vida sexual saudável.

Deixar desabrochar o amor que tem dentro de si, estar inteiro(a) na relação, conhecer o próprio corpo, suas sensações e desejos, assim com do(a) parceiro(a), é um excelente caminho. Acredite! 

E Muito Prazer pra vocês!!! (NE10/Por Silvana Melo)

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