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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

0 Quase metade dos inscritos no Sisu tenta vaga por cota

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Quase metade dos inscritos no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) das universidades federais tentou uma vaga pelo sistema de cotas. Foram 864.830 inscritos em um total de 1.949.958 estudantes que usaram o Sisu este ano, apesar das vagas reservadas para os cotistas representarem apenas 12,5% do total.

“Foi um salto extraordinário, mas está ainda muito abaixo do peso relativo das escolas públicas no sistema de ensino em geral, que é de 88%”, disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Quase 520 mil inscritos no sistema de cotas têm renda familiar inferior a 1,5 salário mínimo per capita, a maioria deles negros ou indígenas. Os demais têm renda superior a esse valor, mas também são estudantes de escolas públicas, já que a lei não discrimina, por exemplo, escolas militares ou ligadas a universidades, que normalmente atraem estudantes de renda mais alta.

Os dados distribuídos nesta segunda-feira (14) pelo MEC mostram que, pelo menos em três cursos em que as médias foram analisadas, as notas de corte no sistema de cotas e no sistema geral não tiveram uma diferença muito grande . Em Medicina, a área tradicionalmente com notas mais altas, a média dos não-cotistas foi 787,56 pontos, enquanto a dos cotistas atingiu 761,67 pontos. Em Pedagogia a diferença foi de apenas 6,5 pontos e em Licenciatura (para professores em geral), de 21,06 pontos. “Os melhores do setor público são melhores do que a média do setor privado. Esse resultado não pode levar a nenhuma comemoração, mas é um bom começo”, disse o ministro.

O problema maior, admite Mercadante, deverá ser nos anos seguintes, quando o porcentual de vagas para cotistas aumentar até chegar a 50%, daqui a três anos. Aos poucos, essa “elite” do sistema público terminará e começarão a entrar os alunos médios, que já têm notas bem abaixo da média do sistema privado. “Temos aí dois a três anos para investir e tentar melhorar o ensino médio público”, disse o ministro, reconhecendo que a escola está estagnada. Nos últimos anos, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) não melhorou e ainda piorou em alguns Estados. (Último Segundo)

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