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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

0 Promotoria pede condenação de líder da "igreja da maconha" por associação ao tráfico

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O MPE (Ministério Público Estadual), em Americana (127 km de São Paulo), pediu à Justiça que inclua o crime de associação para o tráfico de substância entorpecente nas acusações contra Geraldo Antonio Baptista, o Rás Geraldinho Rastafári, 53, líder da Primeira Igreja Niubingui Etíope Coptic de Sião do Brasil, a chamada "igreja da maconha". Ele foi preso em agosto sob a acusação de tráfico de drogas e de envolver menores com o tráfico. 

Com a nova acusação, o período que ele pode ficar preso, que era de cinco a 15 anos, sobe para oito a 25 anos. "Isso se deu porque as testemunhas da defesa disseram que colaboravam no plantio, colheita, secagem e manejo de pragas da plantação de maconha", disse o promotor Clóvis Siqueira, responsável pelo caso. Caberá ao juiz do processo decidir se acata, ou não, a nova denúncia. O MPE pediu ainda, no mesmo documento, a condenação de Geraldinho pelos outros dois crimes. 

O processo corre na segunda Vara Criminal de Americana. Com o pedido do MPE, a defesa terá cinco dias, a partir de quando for notificada, para se manifestar. Alexandre Curi Miguel, advogado de Geraldinho, informou que ainda não foi notificado, mas que a intenção da defesa, no entanto, é fazer com que, com a nova acusação, o processo volte à fase de instrução, com a convocação de novas testemunhas e com novo depoimento de Geraldinho. 
Curi Miguel também informou que irá pedir a libertação do réu. 

"Vou pedir para reabrir o prazo para ouvir as testemunhas e imediatamente solicitarei o pedido de relaxamento de prisão, já que Geraldinho está preso há seis meses sem julgamento. No caso dele, o prazo para que o julgamento ocorresse deveria ser de no máximo 120 dias", informou.

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