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sábado, 23 de março de 2013

0 CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE DOM MOTA É LEMBRADO A PARTIR DESTE DOMINGO

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A Diocese de Afogados da Ingazeira lembra a partir deste Domingo de Ramos  o centenário de nascimento de seu primeiro Bispo Diocesano, Dom João José da Mota e Albuquerque. Natural do Recife, Dom Mota nasceu no dia 27 de março de 1913. Filho de José Feliciano da Mota e Albuquerque e Aline Alice Ramos da Mota e Albuquerque, ainda na infância passou a residir em Nazaré da Mata.
Desde cedo demonstrou interesse pelas coisas da Igreja. Seus pais, católicos fervorosos, contribuíram para a firmeza da sua vocação No seminário de Olinda estudou as ciências eclesiásticas e se aprimorou em sua formação espiritual e humanística revelando-se um levita talentoso.
Na Catedral de Nazaré recebeu o presbiterato com a imposição das mãos de Dom Ricardo Ramos de Castro Vilela, no dia 28 de abril de 1935. Tinha 22 anos de idade.
Aos 43 anos foi nomeado bispo de Afogados da Ingazeira. Três meses depois - em 28 de abril de 1957 - recebeu a ordenação episcopal. No dia 19 de maio de 1957 chega Dom Mota para tomar posse na diocese recém-criada, sendo recepcionado com todas as honrarias merecidas. Um dia de glória para a cidade ao receber o seu primeiro bispo. As cidades circunvizinhas também se fizeram presentes, através das autoridades e fiéis que as representavam.
Em pouco tempo Dom Mota, homem de educação fina e singular gentileza, conquistou a amizade de todos. Visitava as famílias e demonstrava particular interesse pelo rebanho que por Deus lhe fora confiado.
Preocupado com a carência da região, principalmente no que se refere à área da saúde, empenhou-se, juntamente com o Mons. Arruda Câmara, na criação de um hospital/maternidade, conseguindo assim a Unidade Mista Emília Câmara, o que muito beneficiou o município e cidades vizinhas.
Deve-se também a ele o avanço que a cidade teve na área da comunicação, com a instalação da Rádio Pajeú de Educação Popular, tendo como meta principal minimizar o índice de analfabetismo da região na zona rural, mediante um programa de alfabetização de adultos, através da Rádio, programa que veio se concretizar já com o segundo bispo da Diocese, Dom Francisco.
Com a criação da Rádio Pajeú, Dom Mota trouxe para Afogados da Ingazeira o seu conterrâneo Waldecy Menezes que, com alta competência, conduziu a emissora por bastante tempo.
A criação do "Pré-Seminário" foi uma manifestação do seu particular interesse pela formação de novos candidatos ao sacerdócio.
O pouco tempo que ele esteve à frente da Diocese de Afogados da Ingazeira - apenas quatro anos - foi suficiente para a criação de fortes laços de amizade recíproca, deixando um sinal de dinamismo e zelo pastoral. Dom Mota atuou ainda  em Sobral no Ceará e, em São Luiz do Maranhão, como Arcebispo.
Em 22 de dezembro de 2006, dezenove anos após o seu falecimento, com autorização da família e da diocese de Nazaré da Mata, seus restos mortais foram trasladados e sepultados na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios em Afogados da Ingazeira. A missa de traslado, com a participação do clero de Nazaré, foi presidida pelo bispo dom Luis Pepeu. (Nill Junior)

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