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sexta-feira, 22 de março de 2013

0 Inquérito policial aponta 35 responsáveis por tragédia de Santa Maria

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A polícia de Santa Maria (RS) apontou nesta sexta-feira 35 “indicativos de responsabilidade” em seu inquérito sobre o incêndio na boate Kiss, que deixou 241 pessoas mortas, e concluiu que vários fatores contribuíram para a tragédia.
Dos 35 apontados como responsáveis pela tragédia, há 16 indiciamentos diretos (sendo 9 por homicídio doloso), 10 indícios de crime sem indiciamento (9 que vão para Justiça Militar e um para o Tribunal de Justiça) e 9 indícios de crime por improbidade administrativa, segundo o delegado Marcelo Arigony.
Entre os 9 indiciados por homicídio doloso estão os proprietários da boate, Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, e os integrantes da banda Gurizada Fandangueira Luciano Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos, que tiveram prisão preventiva decretada neste mês.
Já o prefeito Cezar Augusto Schirmer (PMDB) terá seu nome encaminhado ao Ministério Público por possível prática de improbidade administrativa.
Segundo a polícia, a boate Kiss apresentava uma série de irregularidades quanto aos alvarás.
O incêndio no local na madrugada de 27 de janeiro começou quando faíscas de um artefato pirotécnico acionado por um integrante da banda, que tocava no local, entraram em contato com o revestimento acústico que estava no teto da casa.
A fumaça pela queima do material liberou gases tóxicos que provocaram todas as 241 mortes por asfixia, de acordo com a investigação policial.
A polícia citou uma série de fatores que resultaram no grande número de mortos, entre eles espuma inadequada, apenas uma porta de entrada e saída, extintores em locais errados (sendo que o primeiro tentado não funcionou), grades que prejudicaram a saída, ventilação ruim, sinalização inadequada e superlotação.
“Temos diversos fatores determinantes, o mais determinante é que havia uma casa sem autorização para funcionar”, disse o delegado Arigony em entrevista coletiva para a apresentação do inquérito de 13 mil páginas, o maior da história do Rio Grande do Sul. (Reuters)

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